Um estudo realizado com 8 mil brasileiros de 11 estados e divulgado em outubro de 2010 pelo IBOPE MÍDIA comprova que as redes sociais viraram uma paixão nacional. Em Florianópolis, por exemplo 82% dos entrevistados afirmaram acessar esse tipo de site, e mais da metade (54%) garante se sentir menos solitário quando está conectado. Ainda segundo o Ibope, cada brasileiro que faz uso desse tipo de serviço conta com 273 nomes na sua lista de amigos. Dados do instituto de pesquisas Nielsen assinalam que mais de 75% do 1,7 bilhão de pessoas com acesso à internet no mundo freqüentam as redes sociais.
Afinal, por que, mesmo diante dessa insegurança em relação ao futuro de sua imagem e dados na web ou da possibilidade do uso de informações por empresas ou pessoas de má fé, cada vez mais pessoas escancaram sua vida na net?
Ao buscar explicações para essa exposição excessiva, cientistas e pesquisadores afirmam que estamos vivendo uma era em que parece ser permitida uma expressão mais livre, e que por ser recente, ainda esta desnorteada. " Com um perfil em uma rede social, alcançamos o que, há 15 anos, só era possível para quem aparecia na tv ou nos jornais", diz o sociólogo carioca Andre´Lemos, mestre em política de ciência e tecnologia pela universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e doutor em sociologia pela universidade de Paris. É o que ele chama de autoexposição. " Temos ferramentas para colocar tudo a vista facilmente, para formar uma identidade visível, o que é bom para criar e reforçar comunidades.
Fonte: Revista GALILEU de Novembro de 2010.
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