As sociedades contemporâneas estão cada vez mais buscando seus avanços através dos recursos tecnológicos oriundos dos grandes processos globalizantes. A globalização a serviço do estreitamento das fronteiras, a tecnologia a serviço da vida e do sujeito com da revolução dos processos de comunicação na a reconfiguração de uma nova ordem simbólica. Há que se pensar as tecnicidades como ferramentas potenciais no desenvolvimento de novas formas de pensar e de agir e do devir. O sujeito moderno passa por processos ecelerados de inclusão, exclusão, exposição, mutilação e mutação da própria natureza. Com isto surge um novo modelo de ser, com identidade mesclada e um jogo de corpo que consegue ultrapassar as várias barreiras impostas por ações bárbaras de um mundo onde o capitalismo inda selvagem tem o controle dos movimentos sociais.
A condição contemporânea do sujeito, ou melhor, o estado contemporâneo do sujeito, está em trânsito com todos os processos de transformações sócio-culturais, políticas, e econômicas da sociedade, uma vez que estas identidades múltiplas interferem, direta ou indiretamente nas demandas e encaminhamentos da política. Esse novo cidadão abre as fronteiras para as auto-narrativas e discurssividades em torno de uma identidade que se concebe coletiva, a fim de que, na esfera pública as vozes que ressoam sejam vozes coletivas em prol de demandas que abarquem algo geral, mas também pontual, estabelecendo justamente a idéia de cidadania, interfaces e inter-relações.
Cíntia Novaes.
